Entenda o boom dos Doramas e K-Dramas no Brasil
É, precisamos estourar a bolinha dos doramas, k-dramas e afins, já que não há como mais deixar de lado o boom das séries asiáticas na cultura mundial.
Mas, o que são doramas e k-dramas?
A palavra “dorama” vem do japonês, isto é, um termo que se assemelha à forma como eles pronunciam a palavra “drama”. No Japão, o termo se refere exclusivamente às séries japonesas.
No entanto, com o tempo, aqui no Brasil, muita gente passou a chamar de dorama qualquer série vinda da Ásia, o que acabou virando um uso popular, embora o uso como sinônimo seja incorreto.
Na verdade, cada país tem o seu próprio nome:
- Dorama: séries japonesas;
- K-drama: séries coreanas;
- C-drama: séries chinesas; e
- T-drama ou Lakorn: séries tailandesas.
Ou seja, dorama e k-drama não são sinônimos, embora todos compartilhem o mesmo tipo de narrativa, tramas curtas, emocionais e com foco nos relacionamentos.
Aliás, vocês sabiam que o termo dorama entrou para o dicionário da Academia Brasileira de Letras? Isso mostra o quanto esse gênero ganhou espaço e se tornou parte da nossa cultura (CNN Brasil). Algo que nem o anime conseguiu, pois este último termo ainda é um estrangeirismo no Vocabulário da Academia.
Essas produções costumam ter poucas temporadas (geralmente entre 10 e 20 episódios) e se destacam pela trilha sonora envolvente e pelo cuidado com os detalhes visuais e emocionais, em que plataformas como Netflix, Viki e Crunchyroll ajudaram a popularizá-las de vez no Brasil.
Minha experiência com o gênero: de resistência à fã
Confesso que, inicialmente, eu era resistente a esse formato. Quando ouvia sobre essas histórias, achava-as exageradas e completamente distantes da minha realidade. Ledo engano! Mudei a minha mentalidade após assistir Goblin, já que me surpreendi com a sofisticação da trama: uma combinação de fantasia, comédia e romance que apresentava personagens complexos e narrativas densas.

Essa experiência me fez perceber que as séries asiáticas vão muito além do estereótipo do “mamão com açúcar”.
Exemplos como Round 6, que já ganhou reality e está ganhando uma versão americana, e Uma Loja para Assassinos mostram que esses conteúdos falam de temas variados, incluindo críticas sociais, suspense e terror, alcançando diferentes públicos.
Da rejeição ao reconhecimento cultural
Por muito tempo, produções muito românticas ou voltadas ao drama foram subestimadas e vistas como conteúdo para adolescentes. Esse preconceito atingia tanto doramas quanto novelas latinas, turcas e o gênero Boys’ Love (BL), que trata de relacionamentos entre personagens masculinos, e limitava o reconhecimento dessas histórias.
Mas, hoje, o público brasileiro está cada vez mais apaixonado por esses conteúdos, que mostram emoções profundas e histórias com que muita gente se identifica.
Sem contar com o tipo de duração que essas séries proporcionam. Isto é, as pessoas preferem, agora, séries com início, meio e fim, sem estender tanto em várias temporadas que, em muitos casos, demoram anos para serem finalizadas.
Digamos que o imediatismo tomou conta dessa nova fase. Não é à toa que novelas verticais, de um minuto e meio por episódio ou menos, nas quais também tiveram berço na Ásia, ganharam força do Ocidente, fazendo com que países como Estados Unidos e Brasil aderissem à proposta, como é o caso de A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, um sucesso em views e no TikTok, que fez com que os atores Jessika Alves e Victor Sparapane ficarem muito conhecidos, sendo agora uma aposta para a própria emissora Globo.

Já podemos consolidar esse nicho na cultura pop brasileira?
Hoje, o Brasil já faz parte dessa mudança, com plataformas como Netflix, Globoplay, Prime Video e Disney+ investindo cada vez mais em conteúdos asiáticos e produções rápidas.
Um exemplo recente é a animação Guerreiras do K-Pop (K-Pop Demon Hunters), que apesar de não ser considerada um K-Drama, também difunde a cultura e o folclore coreano, ultrapassando mais de 266 milhões de visualizações na Netflix, com quatro faixas, incluindo Golden, no Top 5 da Billboard Hot 100 e com indicações ao Grammy Awards 2026 (edição 2026), incluindo a de Canção do Ano.
Sem contar com o recorde de fantasias do Halloween de 2025, com inúmeros tutoriais de “Como fazer o cabelo da Rumi?” nas redes sociais de vídeos verticais (eu assisti a inúmeros rsrsrs).

Outro exemplo é o próprio filme Parasita, que conquistou o Oscar de Melhor Filme em 2020.
Esse impacto, a propósito, pode ser presenciado, também, nos bairros da Liberdade e Bom Retiro, em São Paulo/SP, onde a cultura asiática está cada vez mais presente, com lojas, cafés e mercados lotados durante toda a semana.
Ademais, de acordo com dados da Netflix, mais metade dos assinantes assiste a animes e a conteúdos parecidos. Ou seja, mostrando que a difusão da cultura asiática já vem crescendo há tempos e permanece em crescimento até hoje.
Logo, as novelas curtas, filmes, séries asiáticas e produções verticais saem de nichos específicos para se tornarem parte central da cultura pop brasileira e mundial. Mudando, assim, a forma como contamos e consumimos histórias.
E você, já aderiu aos conteúdos asiáticos ou ainda está resistente?
Até mais, e Obrigada pelos Peixes!
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Acabei de conhecer a fundo o que é dorama msm, mas precisa assistir pousando no alor, é um clássico e que toda dorameira( vou usar esse termo pq acho fofinho)tem que ter visto
Pousando no Amor? HUMMM! Vou colocar na minha lista para assistir.