Ruptura: Análise da 2ª temporada e teorias para a revolução

A série Ruptura, da Apple TV+, trouxe diversos debates sobre o impacto do trabalho no psicológico de cada pessoa, ou melhor dizendo, sobre a ausência de memória. E na segunda temporada, esse e outros temas foram aprofundados de uma forma muito mais intensa, trazendo mais três perguntas para cada resposta que oferece.
Criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller, a obra acompanha Mark Scout (Adam Scott) e seus colegas enfrentando as devastadoras consequências de desafiar a barreira que separa suas vidas pessoais das profissionais. Após descobrirem uma forma de acessar memórias externas na primeira temporada, segredos chocantes são revelados. Enquanto isso, novos mistérios surgem, incluindo a enigmática “sala dos bodes”, que promete ter um papel crucial no universo da Lumon Industries. Com tensões crescentes e questões éticas profundas, a série mergulha ainda mais nos limites da mente humana e nas complexidades da identidade.
Essa temporada trouxe outros recursos narrativos que colaboraram para contar o arco de cada personagem, como a separação de um episódio para cada um deles, tanto externo quanto interno. Além disso, destaca-se a direção de arte e fotografia de Jessica Lee Gagné, que não faz nada sem pensar em absolutamente cada detalhe, nos fazendo questionar: “O que estou deixando de ver?” ou “O que será que significa esse pequeno detalhe nessa cena?” Visto que a produção gera perguntas que quase nunca são respondidas.
A estética e a arte são o que tornam a obra uma poesia visual; é como assistir a uma ópera perfeitamente sincronizada. Tudo é muito bem pensado e alinhado, cada ação tem uma consequência que nos prende ainda mais, gerando mais teorias a cada cena, já que cada passo dado carrega muito suspense.
Os arcos dos personagens foram aprofundados, deixando sempre perguntas. É como se nada pudesse ser concluído, transformando a segunda temporada em uma história em escada, que apenas nos leva para uma outra temporada, já confirmada, mas ainda sem data.
Entretanto, houve um personagem que poderia ter sido mais aprofundado: Milchick (Tramell Tillman). Dessa vez, mesmo ele ainda lutando para manter a ordem no setor de Refinamento de Dados, teve alguns dilemas pessoais apresentados, o que mudou a forma com que ele age com seus superiores. Esse desenvolvimento dele pode fazer parte das teorias para a terceira temporada.
Apesar de a produção ser uma obra incrível e inegável que é cuidadosamente pensada e desenvolvida para causar cada sentimento que experimentamos, a sensação que nos resta é de incompletude e uma ansiedade por mais. Isso ocorre devido a tudo que ficou em aberto ou com “poucas” respostas, como:
- O Irving (John Turturro) externo ainda está vivo, mas com quem ele conversava e para onde o trem o levou?
- Por que Gemma (Dichen Lachman) iniciou os experimentos da Lumon?
- Qual o verdadeiro impacto do Cold Harbor no mundo exterior?
- O que Harmony (Patricia Arquette) ganha ajudando o Mark? Ela busca vingança ou um retorno triunfante à Lumon
- Quem estava na cena final, Helly ou Helena (Britt Lower)?
- Sabemos que as cabras serviam para um sacrifício, mas o que será delas agora, no meio dessa guerra civil? E em que momento, ou melhor, por que outras cabras já foram mortas?
- Em cada encerramento de pasta, um animal é sacrificado? Ou já existiram outras pessoas que passaram pelo Cold Harbor?
- Aliás, isso realmente foi o início de uma guerra civil? Se Mark estava “Refinando os Dados” de Gemma, de quem eram os dados que os outros internos refinavam?
Essas perguntas se transformam em teorias que incentivam o público a ficar ansioso para a próxima temporada. Confira algumas das teorias que podem acontecer na terceira temporada:
Teorias para a terceira temporada de Ruptura
Milchick
Teremos mais informações sobre a vida de Milchick e suas motivações para entrar na Lumon, além de vermos ele se tornar um aliado dos internos, colaborando para a revolução interna.
Helly R ou Helena?
Será que realmente era Helly R na cena final? O designer de produção, Jeremy Hindle, explicou que as cores vermelhas nas cenas significam amor verdadeiro, e os momentos em que mais aparece essa cor são quando Mark S está com Helena Eagan, o que pode ser um spoiler da última cena, que está piscando em vermelho, deixando a entender que, na verdade, é Helena chamando por Mark S e não Helly. Lembrando que, quando Irving falou que a Helly não era cruel e a Helena era, na última cena, Helena foi cruel ao chamar Mark S em um momento decisivo e ainda encarar Gemma gritar pelo Mark. Será que Helena está usando novamente o Efeito de Glasgow para interferir no que estava acontecendo? Ou é o amor verdadeiro entre Helly R e Mark?
Revolução interna
Com o último episódio da segunda temporada, podemos esperar uma possível revolução dos internos, lutando pelas vidas que foram dadas com sua criação. Esta teoria está ligada na próxima…
Um novo Glasgow?
O que impede a Lumon de realizar um Efeito de Glasgow, trazendo os externos de volta, mesmo dentro da empresa? Além de desligarem os internos, eles podem manter os externos presos no escritório.